Quais são as principais habilidades fonoaudiológicas para o tratamento do autismo (TEA)?

Habilidades fonoaudiológicas no tratamento do TEA

Quais são as principais habilidades fonoaudiológicas para o tratamento do autismo (TEA)?

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado por:

  • prejuízos significativos nas habilidades sociais e comunicativas;
  • presença de comportamentos e interesses restritos e estereotipados.

Vale sempre lembrar que no TEA as características podem variar de um indivíduo para outro, por isso, o termo “espectro” se refere aos diferentes graus de manifestações observadas.

Embora o grau de manifestações seja variável, pessoas com TEA apresentam dificuldades para compreender e usar regras sociais, como interagir com outras pessoas e se comunicar de forma funcional. Esse conjunto de manifestações, associado aos comportamentos estereotipados, costumam trazer prejuízos ao desenvolvimento e independência de pessoas com TEA.

Daí vem a importância de que, desde cedo, crianças com TEA tenham acesso a serviços e profissionais especializados, de modo a ajudá-las na superação de dificuldades. A equipe responsável por avaliar, diagnosticar e intervir em casos de TEA conta com:

  • pediatras;
  • psicólogos;
  • psiquiatras;
  • educadores;
  • neurologistas;
  • fisioterapeutas;
  • fonoaudiólogos;
  • terapeutas ocupacionais.

Mas você sabe qual é o papel e a importância do fonoaudiólogo no tratamento de pessoas com TEA?

Para começar, o fonoaudiólogo é o profissional que estuda e trabalha com a comunicação, e sabemos que no TEA a comunicação e linguagem são aspectos que merecem atenção. Nesse espectro, vamos observar tanto crianças que não se comunicam por meio da fala, como aquelas que conseguem elaborar um discurso, mas tem dificuldade em lidar com regras sociais, tornando a comunicação pouco funcional.

Mas não para por aí. Se você quer saber quais habilidades o fonoaudiólogo pode trabalhar em pessoas com TEA, continue a leitura!

Auxiliar no desenvolvimento da linguagem e fala

Crianças com TEA podem apresentar dificuldades no desenvolvimento da fala e linguagem, como a demora para começar a falar, e quando isso acontece a linguagem pode ser utilizada de forma pouco funcional, apresentando ausência ou redução da fala espontânea, mesmo em situações de interação.

Nesses casos, o fonoaudiólogo ajudará a criança a ampliar sua intenção comunicativa e a usar a comunicação de forma funcional, expandindo seu vocabulário e habilidades de compreensão.

Trabalhar a atenção compartilhada

Outras habilidades, como a de atenção, podem estar alteradas, refletindo na comunicação por prejudicar a interação da pessoa com TEA com os demais. Aliás, as dificuldades sociais representam uma barreira à comunicação. Por esse motivo, é preciso melhorar a atenção compartilhada — embora seja o objetivo de outros profissionais da equipe —, pois representa aspecto significativo da intervenção fonoaudiológica.

Trabalhar as regras do diálogo, como as trocas de turnos

Pessoas com TEA tendem a ter dificuldade em estabelecer relações fundamentais ao diálogo, como:

  • iniciar e manter uma conversa;
  • trocar turnos durante a comunicação;
  • adequar sua fala ao contexto e interesse do seu interlocutor.

Tudo isso deve ser ensinado e trabalhado durante a intervenção fonoaudiológica.

Compreender e reconhecer emoções, expressões faciais e conceitos abstratos

Compreender conceitos abstratos, ironias e figuras de linguagem, além do reconhecimento de emoções, expressões faciais e variações no tom de voz é um desafio para pessoas com TEA. Mas, assim como outras habilidades apresentadas, isso pode ser trabalhado e ensinado, e o fonoaudiólogo tem papel significativo nesse processo.

Como sabemos, o grau de manifestações nos quadros de TEA podem variar de pessoa para pessoa e, como consequência, as habilidades a serem trabalhadas também se modificam.

Por isso, um plano individualizado de intervenção é fundamental para pessoas com TEA. O profissional deve identificar quais habilidades precisam ser trabalhadas, definir objetos e estratégias de intervenção que podem auxiliar no desenvolvimento da criança, adolescente ou adulto.

Pessoas com TEA aprendem de forma diferente e conhecer todos os aspectos relacionados ao seu aprendizado é o que garantirá o sucesso da intervenção. Não resta a menor dúvida de que somente um profissional especializado, que aprimora seu conhecimento constantemente, poderá oferecer atendimento de qualidade nessa área.

Gostou do conteúdo? Continue aprimorando seu conhecimento em fonoaudiologia com os materiais gratuitos da TK!

Deixe um comentário