5 atividades para estimular a terapia fonoaudiológica em crianças com Síndrome de Down!

Fonoaudióloga aplicando 5 atividades para estimular a terapia em crianças com Síndrome de Down!

A Fonoaudiologia é a especialidade que se dedica ao estudo e trabalho com aspectos relacionados à:

  • audição;
  • deglutição;
  • mastigação;
  • comunicação oral e escrita.

É uma profissão em constante crescimento, que expande a cada dia suas áreas de atuação.

Neste conteúdos, vamos conhecer e discutir a respeito da atuação desse profissional com crianças com Síndrome de Down. Então, se você tem interesse nesse assunto e quer entender como o fonoaudiólogo pode contribuir nesses casos, o lugar é aqui!

Entenda a  Síndrome de Down e suas características

A Síndrome de Down (SD), ou trissomia do cromossomo 21, é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Ou seja, pessoas com SD têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maioria da população.

Além das características físicas comuns conhecidas, pessoas com Síndrome de Down são vulneráveis a incidência de algumas doenças, como cardiopatias e problemas respiratórios. 

Além disso, atraso no desenvolvimento global e déficit cognitivo podem ser observados, causando dificuldades significativas no desenvolvimento de várias habilidades.

Desde o nascimento, é possível que crianças com SD apresentem dificuldades para iniciar o aleitamento materno ou uso de copo e outras formas de oferta quando necessário. Isso acontece em decorrência das características de hipotonia nas estruturas orofaciais, que se manifestam cedo e podem dificultar o processo de alimentação da criança ao longo do seu desenvolvimento.

Outras alterações relacionadas à anatomia de crianças com SD e como suas estruturas se desenvolvem e crescem podem resultar em dificuldades, como:

  • otites de repetição;
  • atraso na erupção dos dentes;
  • alterações na configuração da cavidade oral que, somadas à hipotonia das estruturas, atrapalham as funções de respiração, mastigação, deglutição e fala.

Essa hipotonia também se manifesta de forma global, podendo resultar em atrasos nos principais marcos do desenvolvimento motor, como:

  • andar;
  • sentar;
  • segurar objetos.

E, alterações nos esquemas sensório e motores e na coordenação podem ser bastante comuns.

Diante desse contexto, crianças com SD tendem a apresentar desenvolvimento de linguagem mais lento que o esperado com alterações em diferentes níveis, como:

  • sintático;
  • semântico;
  • fonológico;
  • pragmático;
  • morfológico.

Cada uma dessas áreas pode ter prejuízos mais ou menos consideráveis a depender do indivíduo.

Antes de pensar em uma comunicação estruturada, é possível observar dificuldades na execução de tarefas de imitação e compartilhamento de atenção, habilidades consideradas como pré-requisitos para o desenvolvimento da linguagem.

A fala, como comentamos antes, pode ser prejudicada pelas condições orofaciais, sejam elas anatômicas ou funcionais. A hipotonia das estruturas responsáveis pela fala, como os lábios e a língua, pode estar relacionada às distorções e dificuldades articulatórias. Por essas e outras razões, não é incomum que crianças com SD tenham algum tipo de Transtorno Motor de Fala (TMF) associado.

Embora, todas essas características possam ser observadas em crianças com SD, elas variam em graus de manifestação e gravidade.

Além disso, vale sempre lembrar que as crianças, jovens e adultos com Síndrome de Down têm personalidades, habilidades e características diferentes e únicas. Por essa razão, a intervenção, independentemente da área de atuação, deve ser pensada individualizadamente por profissionais capacitados para isso.

5 atividades para estimular a fonoterapia em crianças com Síndrome de Down

Conforme descrevemos as possíveis características e manifestação da SD em crianças, apresentamos diversas áreas e possibilidades de atuação do fonoaudiólogo.

Esse profissional pode trabalhar com o início da alimentação da criança desde o nascimento e oferecer orientação ao longo do seu crescimento, fornecendo o suporte para ela desenvolver habilidades necessárias à sua independência, participação social e qualidade de vida.

Sabendo de tudo o que pode ser trabalhado com crianças com SD, surge a pergunta: mas que tipo de estratégias podem ser utilizadas para desenvolver essas habilidades?

Vamos conhecer algumas possibilidades!

1 — Coordenação dos esquemas sensório e motores

Para desenvolver esse tipo de habilidade, tarefas simples, como encaixar blocos e montar quebra-cabeças, são ótimas estratégias. Com crianças menores, brincar de identificar partes do corpo com o apoio de músicas ajuda na consciência corporal e início do desenvolvimento de alguns parâmetros de movimento essenciais à fala.

2 — Atenção compartilhada e a interação

Desde cedo, podemos trabalhar essas habilidades com a famosa brincadeira do “cadê?” e outros jogos de esconder:

  • brincar de se esconder leva a criança a buscar a interação com o outro;
  • esconder objetos, favorece o desenvolvimento da consciência de permanência de objetos e outras funções executivas importantes para aprendizagem.

3 — Imitação gestual e vocal

A imitação pode ser trabalhada a partir de coreografias simples em músicas de interesse da criança. Ou ainda:

  • dar tchau;
  • brincar de mandar beijo;
  • fazer caretas no espelho;
  • imitar animais e seus sons.

Tudo isso servirá de base para o desenvolvimento de habilidades posteriores.

4 — Compreensão e o vocabulário receptivo

Aqui a ideia é que a criança compreenda e atenda aos comandos, como “pega a bola no quarto e dá para o papai”. Para isso, é necessário que ela tenha um vocabulário mais amplo possível.

Nesse sentido, brincar com algumas categorias é uma ótima estratégia, como:

  • frutas;
  • animais;
  • meios de transporte.

Você pode começar com poucos elementos e ir expandindo conforme perceber que a criança adquire o que foi trabalhado.

Junto à isso, a compreensão de comandos é trabalhada a partir da associação com pistas ou níveis de suporte. Ou seja, se quero que a criança pegue a bola, posso dar um comando “pegue a bola” associado a um gesto que indique onde o objeto está.

Esses níveis de suporte são retirados à medida que a criança expande sua compreensão.

5 — Expressão e o vocabulário expressivo

A expressão da linguagem sempre iniciará por gestos, e estimular isso é fundamental, como:

  • apontar;
  • dar tchau;
  • dizer sim e não.

Ensinar as onomatopeias, sons de animais e meios de transporte, por exemplo, é ótimo para iniciar e, então, começamos a expandir para palavras funcionais como: “dá”, “mais”, “qué”.

Mas atenção: é preciso que a criança solicite ou peça. Por que isso dificulta um pouco seu acesso aos brinquedos e objetos de interesse.

Todas essas habilidades, assim como as de alimentação e fala, precisam ser trabalhadas de forma individualizada, especializada e desde cedo.

Para que o profissional possa realizar esse trabalho é necessário buscar uma formação específica na área, além do constante aprimoramento e atualização. Aqui, na TK, você encontra exatamente isso!

A TK oferece cursos para Fonoaudiólogos em diversas áreas, inclusive para atuação na Síndrome de Down, com o cuidado de unir o que temos de mais atual na literatura científica e a prática de professores com experiência clínica.

Então, se você deseja se atualizar no assunto e se destacar no mercado de trabalho, inscreva-se no curso da TK: “Avaliação e Intervenção Fonoaudiológica na Síndrome de Down”!

Deixe um comentário